Este é talvez o mais sombrio filme da série. E ficou ainda mais sombrio com o marketing involuntário da morte do ator Health Legder, o Coringa, por overdose após as filmagens. Diz-se até que a sua entrega ao personagem foi tão intensa, que o desestabilizou emocionalmente, levando-o ao consumo de drogas. A despeito deste fato, crítica americana é unânime em dizer que a sua interpretação e caracterização do personagem é superior à de Jack Nicholson na produção de 1989.
Extremamente bem realizado pelo diretor Christopher Nolan, “O Cavaleiro das Trevas“ tem elenco estelar (novamente Christian Bale como Batman, Morgan Freeman, Michael Caine e o excelente Gary Oldman, que normalmente aparece como vilão, desta vez é um policial).
Para uma adaptação para as telas de um personagem oriundo dos quadrinhos, é um filme pretencioso, ao querer aprofundar-se em questões filosóficas e morais, além de colocar o herói mascarado mais vulnerável fisicamente, aproximando-o mais dos simples mortais. Com essa abordagem, Batman “O Cavaleiro das Trevas” se torna bastante discursivo e necessita de atenção para não se perder os detalhes da trama. É uma produção mais indicada às platéias adultas. Os jovens talvez se entediem um pouco.
Como ponto negativo, a escolha de Maggie Gyllenhaal para a “namorada” do herói, que é excelente atriz, porém não tem o carisma das primeiras damas de Hollywood. Também é negativo o efeito especial exagerado e completamente inverossímil de uma deformidade no rosto de um dos personagens. Por último, o longa faz juz ao nome e tem a duração de 152 minutos, o que para muita gente é cansativo.
Obs.: qualquer semelhança entre Gothan City e o Rio de Janeiro é mera coincidência.
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