Cinema | Estréia 21/11/08 | Max Payne | Ação

image003Direção: John Moore — Elenco: Mark Wahlberg, Olga Kuryenko, Beau Bridges

SINOPSE
Max Payne é um policial decidido a encontrar os responsáveis pelo brutal assassinato de sua família. Perturbado pelo desejo de vingança, faz uma investigação obsessiva que o conduz ao pesadelo de uma jornada pelo submundo de Nova York. À medida que o mistério se aprofunda, Max é forçado a lutar contra inimigos do além e a enfrentar uma traição impensável ao investigar uma série de assassinatos misteriosos, que podem ter ligação com a morte de sua mulher e seu filho. Porém, há forças poderosas — reais e imaginárias – que conspiram para que a devastadora verdade continue desconhecida – e para que Max seja silenciado para sempre.

Versão cinematográfica de um videogame desenvolvido pela empresa finlandesa Remedy Entertainment, Max Payne pode ser visto pelo público adulto em geral, mesmo que este nunca tenha ouvido falar neste herói, pois é um bom filme de ação, com efeitos especiais bem dosados, apesar de ser adaptação de um jogo de tiro — exceção para o seu final exagerado.
O diretor irlandês John Moore (de A Profecia) ajudado por um elenco competente, encabeçado por Mark Wahlberg (de Os Infiltrados), consegue transmitir com eficiência todo o clima sombrio do game, através de imagens de forte impacto visual e ação ininterrupta. Olga Kuryenko (atriz russa, companheira de 007 em Quantum of Solace) aparece aqui com toda a sensualidade que ficou faltando no filme do agente inglês. Beau Bridges (irmão menos famoso do brilhante Jeff Bridges) faz um vilão da terceira idade. Chris O’Donnel, (que já foi Robin um dia) depois de um sumiço das telas, reaparece mais gordo e malvado, apesar da sua cara de bom moço.
Não espere originalidade nesta obra, pois se trata de um filme com um roteiro repleto de lugares-comuns, mas que é salvo pela competência do elenco, boa fotografia (com destaque para as cenas subaquáticas e de troca de tiros), trilha sonora adequada e mão firme do diretor. O que não é pouca coisa. Tudo leva a crer que haverá continuação. Um bom programa.

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