Três amigos moram juntos num apartamento no bairro carioca do Leblon, vivendo de aplicar golpes. São representados por Paulo Betti, Pedro Cardoso, José Wilker e Antonio Pedro. Quando estão para ser despejados do imóvel, resolvem
aplicar um grande golpe. Confusões envolvendo quatro mulheres que cruzam seus caminhos atrapalham os seus planos: Juliana Paes, Laura Cardoso (bem, como sempre), Malu Mader e Fernanda de Freitas.
Hugo Carvana nos anos 70 fez um filme antológico –“Vai trabalhar vagabundo” — que continha no personagem principal (Carvana), a alma carioca. De lá para cá, fez mais filmes e inúmeros papéis na TV. Seu novo trabalho, produzido por Daniel Filho e Globo Filmes sofre de um mal que parecia ter abandonado o cinema brasileiro: o roteiro e ruim e montagem idem. Ao apostar na fórmula das antigas chanchadas usando nomes “globais” no elenco, quis, naturalmente, atrair o espectador mais simples, porém esse objetivo hoje só deve ser atingido parcialmente, por conta dos altos preços dos ingressos. As diversas situações nas quais se metem os protagonistas — algumas de humor grosseiro e sem imaginação — chegam perto do constrangimento. Dá pena ver tantos nomes famosos no elenco a serviço de um projeto tão ruim, Casa da Mãe Joana tem narrativa sem ritmo e composição dos personagens caricata demais. Uma comédia da terceira idade com um quê de déjà-vu na maneira de se fazer cinema. No final, saímos mais tristes do que alegres, ao lembrar que o tempo é mesmo inexorável com todos, sem distinção.
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